quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Desespero -Ela


Me joga no canto, com ódio no olhar.
Pergunte o que fiz, mas não tente escutar.
Apenas pergunte, me faça chorar.                                                                                                                                                                                      

Puxe meus cabelos,  me faça gritar
Mostre-me a culpa que carreguei desde o altar
Me lembre o mal que em você eu causei.

Grite comigo pra eu entender
Que tudo o que eu fiz
Foi sem razão e sem por quê
Me fale que nunca vai me perdoar

Me lembre de tudo que a gente passou
Dos beijos lentos, das noites de amor
E jogue na cara tudo que eu destruí.

Desespero -Ele

Tudo desabada. Tudo cai.
Saia daqui, vá para o inferno. Tuas palavras mentirosas e tudo o que passamos foi em vão.
Quero te ver ao canto, suando e de olhos negros. Quero tua maquiagem borrada em lágrimas, escorrendo pelo rosto como o sangue de sua alma. Quero vê-la encolhida e com medo, pupilas dilatadas pelo terror. Veja o monstro que fez.
Dentro de mim o coração pulsa, espero que você exploda. Me causa risos esta sua expressão.
Medo agora? De que adianta?
O mesmo que te abraçava antes, está diante de você, seu provável assassino.
CORRA!
Corra enquanto não mudo de ideia. Corra enquanto é tempo.
Quero vê-la bem longe, longe daqui. Quero que se humilhe em frente a sociedade, quero vê-la em pavor.
Corra, corra enquanto deixo.
A faca que está em minha mão pode facilmente arrancar teu coração.
Chora. Chora agora, depois do que fez.
Grite o terror contido em você.
Quero te ver tremer de pavor.
Sinta o ódio no meu olhar. Foi isso o que você fez.
Escuto teus pedidos de perdão sussurrados em meio as lágrimas como se fosse uma canção. Vejo teus temores como um espetáculo. Teu medo de dá energia, teu medo me dá satisfação.
Então corra, saia daqui antes que tudo se acabe. Corra e não volte nunca mais.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Labirinto

Não sei o que se passa, não sei o que está acontecendo. Só sei que estou confusa, sem ideia do que fazer.
Por que não posso continuar a ser criança para sempre, sem problemas ou preocupações? Por que sou obrigada a passar por este turbilhão, esse labirinto de emoções, onde não consigo me encontrar?
Não, não é pra este ser um texto bom, desculpem-me. É apenas para ser um desabafo, uma maneira que encontrei para não explodir, ou implodir, ou sei lá, surtar mesmo.
 É estranho como as coisas vão mudando sem que percebamos isso, e quando vemos que elas estão acontecendo, já é tarde demais para nadar contra a maré. 
Qual a dificuldade de nossas vidas serem leves iguais as dos comerciais? Por que não podemos ter aquela vida suave, cheirosa e delicada, onde tudo é feliz e perfeito, e sem nenhuma preocupação?
Sim, estou perdida. Não, não sei como e nem se algum  dia me acharei. 
Tentar? É o que resta, então vamos seguindo em frente, sem nos deixar abater.